segunda-feira, 19 de abril de 2010

IX Bienal do Livro do Ceará

Ontem foi o último dia da 9º Bienal do Livro do Ceará. Durante os dez dias do evento, ocorreram diversas palestras, lançamentos e diversas programações. Como não tive muito tempo, só consegui ir no último dia, sabendo que só iria comprar quadrinhos, e nada mais. Dito e feito. Gastei toda a grana que andei acumulando em quinze quadrinhos, sendo dez comics e cinco mangás.


Yu Yu Hakusho (JBC) ed. 11 à 14 e Hunter x Hunter (JBC) ed. 23

O mercado de mangás vem crescendo surpreendentemente, dando destaque às editoras JBC e Panini, que agora lançam os mangás no formato original. O único problema em relação aos mangás são os seus preços, que estão cada vez mais caros. Diferentemente do começo, quando as editoras transformavam o tankohon (edição japonesa) em duas edições brasileiras, deixando-os com um preço mais acessível. Mas naquela época, esse recurso fora usado para conquistar o mercado de consumo, que ainda era novo em relação aos mangás. Yu Yu Hakusho é um exemplo daquela época. Comprei as quatro edições por preço de capa, que valem R$ 3,90 cada. Naquela época, quando o mangá se consolidava, na metade das edições o preço mudava (tanto que em YYH, em algumas edições à frente o preço aumentou para R$ 4,90). Já Hunter x Hunter é diferente. Chegando em uma nova era da JBC, o mangá veio em formato original, custando R$ 10,90 (foda que comprei-o por preço de capa :T).

Spider-Man Collection ed. 7 (Abril); Super-Heróis Premium ed. 21 (Abril); Dinastia M ed. 1 (Panini); Os Fabuloso X-Men ed. 38, 46 e 44(Abril)



Batman - O Messias ed. 1 (Abril); Marvel Millennium - Pesadelo Supremo ed. 2 (Panini); Homem-Aranha & Gen 13 (Abril); DC Millennium ed. 1 (Brain Store)

O mercado de Comics no Brasil é o mais vertiginoso. Primeiramente, os quadrinhos americanos eram ridicularizados e com conotações infantis em editoras hoje falidas. Depois, os direitos autorais da Marvel e da DC Comics foram parar nas mãos da Abril Editora, que fez um sucesso incomensurável com o formatinho dos quadrinhos, que depois passaram para o formato americano, mas logo a editora perdeu seus direitos com as empresas. Eis que surge a revolução das Comics no Brasil: quando a Panini fica responsável pelas empresas Marvel e DC Comics, sendo a dona das marcas até hoje. A editora mostrou-se competente com as séries, tentando acompanhar os EUA (apesar da diferença cronológica ser quase um ano, mesmo assim está ótimo). Mas recentemente, a empresa fez grandes mudanças, cancelando algumas séries e implantando novas, aumentando e reduzindo o número de páginas e preços das séries restantes. Essa nova fase ainda é recente, logo só resta convivê-la para ver no que vai dar.

Ainda há outros ícones nas Comics, como a Pixel (selo Vertigo), a Brain Store (Batman, Hitman, Etrigan e, principalmente, Lobo), entre outras. Essas são dignas de colecionadores! Algumas edições que comprei (como a DC Millennium e Batman - O Messias), são raridades que considero ter tido sorte ao encontrá-las em promoção.

Bom, essa foi a primeira grande matéria no blog. Estou desviando um pouco o foco inicial do blog, mas, como eu disse desde o começo, esse será um blog pessoal. E essa matéria foi uma espécie de crítica & reflexão pessoal. Em breve, continuarei postando a série The Avenger Shizumi. Acho que só, até! o/

Um comentário:

  1. Ah lá, HQ do BÁTIMA!!111!
    adoooorooo bienal do livro, pena que não posso mais ir... eu ia com excursão de escola e panz... agora nem tenho tempo e com quem ir \o/ saco. Mas enfim, pelo menos você conseguiu YYH <3

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