domingo, 28 de agosto de 2011

Panis et Coca-Cola


Imagem por: ~789-purple-stars

Eu nunca entendi as regras da poesia
Assim como as regras da sociedade
Que foram criadas para serem burladas
São gravetos fáceis de quebrarmos

E assim caminha a humanidade
Sempre fodendo com o mais próximo
Inventando sempre algo novo no mercado
Para usarmos até chegar à vez do tédio

Os anos passam, as caras são novas
Mas a miséria é sempre a mesma
O apresentador faz o mesmo discurso
Para algo que já sabemos o final

Porque se você parar pra pensar
Estará desempregado.


Por: Lima Júnior

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fome dos Zeros

Imagem por: ~renoZero

Eu janto o pão nosso de cada dia
Que pastor nenhum suou pra me dar
A sua falta de transa não é nada
Comparada com a falta de comida dos outros

Todos querem morar em Paris
E saborear a culinária francesa
Mas quem tem coragem de ir à África
Provar da culinária amassada do diabo?

Por: Lima Júnior

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Resenha: A Arte de Escrever


As críticas aos escritores que Schopenhauer faz nesse livro são ótimas e servem até hoje, tendo em vista que a literatura nos dias de hoje virou tão comercial quanto na época do autor. Destaco também o fato dele defender o aprendizado de novas línguas, que essencialmente importante e os argumentos dados por Schopenhauer são bem válidos.

O ponto fraco do livro são os pensamentos de superioridade que Schopenhauer tem; fato muito comum em outros escritores alemães, como Nietzsche, por exemplo. Isso desgasta o livro, mas não posso culpá-lo, era algo normal naquela época e talvez até hoje, mas menos explorado depois dos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. Aqui neste livro, Schopenhauer ataca ferozmente Hegel e seus seguidores, tornando uma leitura muito parcial e pessoal, deixando o leitor meio entediado com toda essa fúria. Se o leitor for um fã de Hegel, irá odiar este livro (o que, no meu caso, ainda bem que não ocorreu, já que não sou nenhum seguidor de Hegel).

Nota: 7