domingo, 9 de outubro de 2011

Soneto feito antes das duas da madrugada

Imagem por: *Nachan

O frio da madrugada me faz tremer os ossos,
Eu tento escrever algo para despertar meu sono,
Assim como o sorriso é o repelente do abandono
E a fruta protege seus caroços.

É noite! Faço companhia ao morcego,
Ao fantasma e aos vermes do porão.
Mesmo que eu leia o alcorão,
Continuarei me sentindo um cego.

Eis que a rima sai com tamanha facilidade
Assim como o filete de sangue que jorra ao me cortar.
Cada verso faz parte da numeração da minha identidade

Cada palavra é uma bala a me fuzilar
O que escrevo torna-se uma arma apontada para a minha testa
Pois a solidão e a poesia são convidadas de honra da minha festa

Por: Lima Júnior

Um comentário:

  1. Perfeito esse soneto...
    A madrugada sempre desperta nosso lado 'poeta' de ser ^^

    Visita meu blog também. E sinta-se à vontade para comentar e visualizar o quanto quizer.

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