terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mente vazia, oficina do poeta

Imagem por: ~deliimon

 O cinzeiro está lotado. Não de pontas de cigarro, mas de papéis amassados, sinal de um escritor frustrado, na ânsia de conseguir escrever, mas nada que preste lhe vem à mente. Todos são como grandes poetas: Nos últimos momentos de clímax, conseguimos expelir nossos sentimentos como num gozo infinito, trazendo à tona o que somos por dentro.

 Essa é a grande sina de todo ser humano: precisamos viver ao ponto de criar nossa obra prima. Que sentido haveria em morrer sem deixar suas marcas na areia da história? Os fracassados agonizam eternamente na morte; enquanto os vitoriosos, aqueles que conseguiram deixar algo para o futuro, morrem com um sorriso estampado, na esperança de ter uma eternidade menos dolorosa.

 Amasso novamente mais um papel. Está tudo errado. É isso que realmente quero? Ou melhor, é isso que queremos? Há algum sentido nessa guerra psicológica de morrer deixando vestígios da alma que outrora habitara esse chão? Talvez ainda é cedo demais para saber. Poetas precoces sofrem precocemente...


Por: Lima Júnior

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